Revista Socialismo Libertário nº 02 – CAB

capa_peq_2Já está disponível para venda através o segundo número da revista “Socialismo Libertário” da Coordenação Anarquista Brasileira. O eixo principal deste número é a questão de Teoria e Ideologia. Seguem abaixo o sumário e o editorial da revista com os links para os artigos na internet. O donwload da revista em PDF também pode ser aqui realizado e a edição impressa pode ser conseguida com a nossa militância.

Revista Socialismo Libertário num. 2
Baixe aqui a revista em PDF

Sumário:

Editorial

Esse segundo número da revista Socialismo Libertário concentra-se sobre o tema teoria e ideologia, que vem sendo discutido há anos em nossa corrente e que, no último período, recebeu atenção destacada das organizações da Coordenação Anarquista Brasileira (CAB).

Não se trata, como eventualmente poderia parecer, de um esforço intelectual puramente abstrato: essa discussão, apesar de passar por temas epistemológicos e teórico-conceituais em alguma medida complexos, possui, para nós, implicações práticas muito importantes. Por meio daquilo que agora se discute, conforme apontamos no primeiro texto, buscamos forjar as bases para respostas de um conjunto de questões básicas. “O que é o anarquismo? O que o caracteriza historicamente como tal? Qual é o nosso vínculo com os clássicos anarquistas? O anarquismo é uma ferramenta para teorizar sobre a sociedade, uma prática política que tem por objetivo transformá-la ou ambas as coisas? Devemos utilizar autores de fora do campo anarquista para compreender a sociedade que vivemos? Em que medida nossa maneira de teorizar sobre a sociedade afeta nossa ideologia e vice-versa? Existe socialismo científico? Em suma, trata-se de uma discussão antiga e complexa, que extrapola muito o campo anarquista e que tem por objetivo fornecer respostas para as nossas tentativas de compreender a sociedade em que vivemos e as melhores estratégias para nela intervir, tendo por base nossos princípios e nossa estratégia geral, e visando estabelecer um processo revolucionário de transformação rumo ao socialismo libertário.”

Os textos aqui apresentados inserem-se em um processo mais geral – que vem sendo levado a cabo de maneira mais efetiva desde meados de 2012, com a fundação da CAB – de estabelecimento de bases comuns e aprofundamento de posições para o caminho que pretendemos trilhar nos próximos anos, rumo a uma organização nacional.

Esse ano de 2012 foi importante pelo ciclo de lutas em escala nacional, com o qual todas nossas organizações se envolveram. Com a ascensão das mobilizações, o anarquismo também ganhou destaque e, de uma maneira ou outra, a CAB tem colhido bons frutos desse processo. Esperamos que essa edição da revista possa contribuir com esse fortalecimento do anarquismo especifista no cenário das lutas que vêm sendo travadas nos mais diversos espaços sociais.

Viva a revolução social! Viva o anarquismo!
Rumo à organização nacional!

Coordenação Anarquista Brasileira. Dezembro de 2013

…PELA FORÇA DAS RUAS… (Nova publicação da FAG)

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Divulgamos a apresentação da nova publicação da Federação Anarquista Gaúcha – FAG “…Pela força das ruas…”.

O material pode ser adquirido diretamente com nossa militância no valor R$5,00. Companheir@s de outras cidades/estados que tenham interesse podem entrar em contato através do e-mail fagcomunicacao@gmail.com

Apresentação

O ano de 2013 marcou uma considerável transformação na conjuntura brasileira. As massivas mobilizações de rua que varreram o país, inicialmente contra os reincidentes aumentos abusivos nas tarifas de ônibus e pronto contra os absurdos gastos da Copa do Mundo, em defesa de melhorias nos serviços públicos como saúde e educação, deram o alerta de que uma nova etapa se iniciava para as lutas sociais.

Enquanto organização política, desde o local onde nos tocou se organizar e lutar, buscamos analisar esse processo no calor dos acontecimentos, não como analistas e especialistas, mas sim enquanto setor imerso desde o princípio na organização e luta que se desdobrava ainda em princípios do ano. Não nos furtamos de nos arriscar em apontar cenários e formular linhas de atuação, baseando-nos no estágio onde nos encontramos em termos de organização e capacidade de incidência enquanto setores populares e de esquerda em geral, apontando modestamente para onde pretendemos chegar com esse processo.

Desde o mês de abril, quando a prefeitura de Porto Alegre anunciava o aumento e a resposta do Bloco de Lutas era imediata e enérgica, estava claro para nós que a luta nos traria novidades positivas, superando o isolamento que até então enfrentávamos ano após ano. Tampouco, imaginávamos a dimensão do que estava por vir!

A dinâmica com que se desenvolvia a organicidade do Bloco e o caráter de ação direta que ia se firmando nas lutas em curso, nos colocou o desafio de além de concentrar nossa militância no batente do dia-a-dia, da luta e da árdua tarefa de sua organização, a tarefa de analisar e aportar perspectivas dentro de nossa linha socialista, libertária e anti-burocrática. Tarefa essa que não poderia sucumbir na simplicidade, que por vezes substitui a política pelo misticismo de gritar “Viva!” a tudo o que aparece no “andar da carruagem”.

Analisar para apontar perspectivas no sentido de avançar o potencial das lutas, sem puxar o freio em seu caráter combativo mas também reconhecendo suas limitações, refletindo a respeito das mesmas e apontando perspectivas para superá-las foi o desafio que assumimos enquanto organização política, anarquista e de intenção revolucionária, enquanto partido que somos.

Não tivemos o fôlego de desenvolver em torno de todos os problemas e possibilidades que se abriram nesse rico processo que se iniciou em junho. Tampouco esta em nossas pretensões esgotar o debate(e desconfiamos muito de quem de forma soberba se arroga a tal autoridade), nosso principal desafio foi e seguirá sendo estar no dia-a-dia da organização da luta, no paciente e por vezes invisível trabalho de base.

É a partir dessas experiências, no dia-a-dia de nossas organizações de base, na ação direta contra os de cima, em meio ao gás lacrimogêneo, as bombas, balas de borracha, na resistência contra as prisões e a judicialização da luta que vamos formulando nossa experiência e aportando um programa de intenção revolucionária que tenha a capacidade de analisar a realidade com o rigor que exige uma luta “encarniçada” contra um inimigo demasiadamente bem armado: política, ideológica, econômica e militarmente. Uma luta que não termina logo ali!

Apresentamos ao leitor nessa brochura o conjunto das análises que estivemos difundindo no calor da luta ao longo do processo que antecede e sucede as jornadas de junho. Entre essa conjuntura especial, tomamos a liberdade de publicar junto dois comunicados que tratam das lutas de resistência dos pobres do campo, da questão indígena e quilombola que esteve durante todo esse tempo peleando forte contra o agronegócio capitalista e o atropelo desenvolvimentista. A maior parte das análises foram difundidas a partir de nosso boletim informativo, Opinião Anarquista e outras difundidas virtualmente. O conjunto das análises aqui publicadas, entre elas aquelas que sofreram algum corte, estão disponíveis no blog do Ateneu Libertário A batalha da Várzea: http://batalhadavarzea.blogspot.com.br/ .

Boa leitura!
Comissão de Publicações
FAG

Lançamento: “Teoria da Organização Política Anarquista”

A Federação Anarquista Gaúcha estará lançando durante a 4ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre sua mais nova publicação. Trata-se do livreto TEORIA DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA ANARQUISTA, uma seleção de recortes dos escritos de diversos militantes e organizações anarquistas que ao longo da história de nossa ideologia forjaram um rico patrimônio de experiências e práticas organizativas e militantes que são referência para a nossa corrente, o Especifismo e, portanto, para a nossa Organização.

O lançamento ocorrerá no dia 16 de Novembro (sábado) às 16:00 em nossa Sede Pública (o Ateneu Libertário A Batalha da Várzea) e exemplares estarão disponíveis para venda (ainda não temos valores definidos). Participe!

Evento no face da 4ª FLA de Porto Alegre: https://www.facebook.com/events/1398470570390022/?source=1

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APRESENTAÇÃO

Esta publicação é uma obra para favorecer o contato do público com a formação histórico-social do anarquismo e sua organização política. Muita confusão, engano e caricatura tem sido plantada nesse terreno. O trabalho está inserido dentro do critério que consideramos mais rigoroso. Senta suas raízes socialistas e tudo o que implica filosofica e politicamente dentro do contexto das lutas operárias revolucionárias contra o capitalismo.

Desde o berço o anarquismo participa de elaborações teóricas que eram patrimônio de todo o campo socialista, mas faz avançar sua crítica à relações de poder e estruturas dominantes que lhe deram identidade própria. Como prática política radicada em um setor do movimento operário internacional imprimiu uma orientação militante que procurava guardar relação com vias antiburocráticas e antiautoritárias de chegada ao socialismo. Atravessou distintas e cambiantes conjunturas históricas que lhe condicionaram variantes no tático-estratégico. Também sofreu a deriva dogmática de quem elevou a princípios o que só eram táticas que respondiam a uma contingência da luta.

O ensaio de Rudolf Rocker “Anarquismo e Organização” que selecionamos e traduzimos aqui nos dá um ponto de partida fundamental. Tem o mérito de dissipar a poeira e deixar patente que a formação ideológica anarquista esta vinculada histórica e socialmente ao mundo dos de baixo, dos oprimidos, explorados, seus dramas, experiências e projetos de emancipação.

A seleção que vem a seguir convida a todos/as a viajar pelo rico acervo do pensamento político libertário. Trazemos para o leitor o aporte e a experiência de velhos militantes e organizações anarquistas que no curso das lutas populares do seu tempo conformaram nosso referente político-doutrinário. Desde esse marco nossa corrente especifista vai conceber a organização: das massas em luta de classe contra o sistema capitalista; e dos anarquistas, como um grupo de ação finalista revolucionária, vinculado aos conflitos específicos concretos do movimento operário e ao projeto socialista de federalismo e autogestão. Escrevendo muitas vezes em tom de polêmica, promovendo o debate, sugerindo proposições e tomando critérios de trabalho no calor dos combates, trata-se de uma compilação de recortes tematizados dos nossos clássicos e das formulações que verteram no especifismo.

Boa leitura!
Comissão de Publicações
FAG